quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Três institutos de pesquisa apontam liderança de Dilma

Apenas Datafolha mostra empate técnico, com vantagem de 1% para candidato tucano

Um retrospecto das pesquisas sobre a eleição presidencial veiculadas nos últimos 15 dias mostra que o levantamento CNT/Sensus divulgado nesta quinta-feira (05) confirma a tendência de crescimento da candidata do PT, Dilma Rousseff, verificada por mais dois institutos, com exceção do Datafolha. Uma nova pesquisa do Instituto Ibope em parceria com a TV Globo sobre a corrida presidencial deve ser divulgada nos próximos dias. E o Instituto Sensus anunciou que fará sondagens de 15 em 15 dias durante o período eleitoral.

Há 13 dias, a pesquisa Vox Populi/Band - primeira realizada após a oficialização dos nove candidatos a presidente - apontou uma vantagem de oito pontos de Dilma sobre o candidato do PSDB, José Serra. Nessa pesquisa, a petista aparece na frente com 41% das intenções de voto e José Serra com 33%.

Uma semana depois, no dia 30 de julho, a pesquisa Ibope/TV Globo confirmou a liderança de Dilma nos levantamentos, indicando-a cinco pontos porcentuais à frente de Serra. No Ibope, a petista apareceu com 39% das intenções de voto e o tucano com 34%.

Hoje, a pesquisa CNT/Sensus confirmou a liderança de Dilma nas pesquisas com 41% das intenções de voto - mesmo porcentual encontrado pelo Vox Populi e dentro da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento Ibope.

O Sensus ampliou a vantagem da petista em dez pontos percentuais, mostrando Serra com 31,6% da preferência do eleitorado. A mesma diferença de dez pontos aparece na pesquisa espontânea: a candidata petista tem 30,4% e Serra, 20,2%.

Diferente dos três institutos, o Datafolha apontou empate técnico entre os principais candidatos em sua última pesquisa, veiculada em 24 de julho. Segundo aquele levantamento, o tucano lidera a corrida com 37% das intenções de voto, e Dilma tem 36%.

O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, atribui a curva de crescimento de Dilma Rousseff ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao bom desempenho da economia e ao aumento do nível de conhecimento da candidata.

- Dilma já ganhou musculatura política e identidade própria.

O quarto fator seria o que ele considera um "erro de estratégia" da candidatura tucana, que adotou uma postura ofensiva, de ataques à candidata e ao PT.

- O eleitor não gosta de críticas em excesso.

Folha.com.br

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