Segundo a Deap, servidor foi conivente com a ação e terá que prestar esclarecimento
O autor das imagens de espancamento de presos no Presídio Regional de Tubarão, no Sul de Santa Catarina, também pode ser punido por ter sido conivente com a ação. O flagrante foi divulgado pela RBS TV na terça-feira.
De acordo com o diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Adérsio José Velter, foi discutida a possibilidade de haver também o crime por parte do servidor público que produziu as imagens.
— Ainda não sabemos quem foi essa pessoa e nem se ela é civil ou militar. Mas como ela testemunhou as agressões desde o início então também tem muitas explicações a nos dar — garantiu Velter.
Esclarecimento
A participação do autor da filmagem nesse caso pode ajudar esclarecer questões importante. Por exemplo: se o servidor acusado das agressões teria agido por livre vontade ou se estaria fora da operação de transferência dos presos, mas acabou induzido por alguém a praticar a ação.
O corregedor da Secretaria Executiva de Justiça e Cidadania, Cleto Navagio de Oliveira, informou que a pessoa produtora das imagens também precisa ser identificada para explicar algumas situações.
— A filmagem fazia parte da operação ou foi premeditada? Porque o servidor não comunicou imediatamente o Deap ou a corregedoria sobre o ocorrido? — questionou Navagio.
Para ele, nada justifica o comportamento do agressor, mas todos que viram o que aconteceu, desde Criciúma até a sala do presídio em Tubarão, podem ter problemas.
Afastado do cargo por 60 dias, o agente prisional acusado das agressões, Carlos Augusto Macedo Mota, se colocou à disposição da corregedoria, mas será a última pessoa a prestar depoimento.
Fonte: Jornal de Santa Catarina
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