quarta-feira, 19 de maio de 2010

Prefeitura demonstra incapacidade de planejar trânsito de Blumenau

Faço questão de apresentar no blog a Opinião do Jornal de Santa Catarina, edição desta quarta-feira.

Quero crer que ela represente a opinião de todos que, na segunda e ontem,  sofreram com os testes no trânsito  e de paciência dos blumenauenses.

19/05/2010 | N° 11942

OPINIÃO DO SANTA

Falhas de planejamento

Ao anunciar o desligamento por tempo indefinido do semáforo da Avenida Beira-Rio, a prefeitura de Blumenau indiretamente acaba dando uma demonstração da incapacidade de planejar as mudanças que o trânsito da cidade necessita. Isto fica expresso nas razões apresentadas pela administração municipal para justificar o insucesso da medida: a chuva dos últimos dias, a realização da Texfair e as obras de reurbanização da Beira-Rio. Ocorre que, dos motivos apresentados, os dois últimos eram amplamente de conhecimento dos responsáveis pelas mudanças, bastando apenas ajustar ao calendário a entrada em operação das mudanças. Diante da imprevisão – e salientando-se o fato de que a chuva faz parte das variáveis climáticas do Vale do Itajaí – e dos graves transtornos sofridos pela população, é justificada a desconfiança em relação à capacidade de planejamento da prefeitura. Se há o consenso de que o sistema viário de Blumenau precisa de mudanças para dar conta do crescimento da frota, é indispensável que elas sejam feitas com bases em informações e dados consistentes, a fim de que os blumenauenses não sejam vítimas de testes que não se sustentam.

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Parabéns pela opinião. Demonstração de que o jornal de Santa Catarina está atento aos problemas de nossa Blumenau e quer soluções.

 

Lei estadual proíbe pulseiras do sexo

Governo decide semana que vem de quem será a responsabilidade por fiscalizar

FLORIANÓPOLIS - A proibição da venda e distribuição das pulseiras de silicone conhecidas como pulseiras do sexo já está valendo em Santa Catarina. O governador Leonel Pavan sancionou, na tarde de ontem, a Lei 047/10, de autoria do deputado Narcizo Parisotto, que impede a comercialização dos adereços. A partir de agora, o governo deve discutir a regulamentação da nova lei e definir como será feita a fiscalização.

Cada cor de pulseira representa uma troca de favor, desde abraço até relação sexual. A mania surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil no final de 2009.

– Vamos montar uma estrutura de suporte para a aplicação da lei. Até a próxima semana ela já deve estar regulamentada – afirmou o secretário de Estado da Coordenação e Articulação, Erivaldo Caetano Junior.

De acordo com o secretário, embora a regulamentação ainda não esteja elaborada, a aplicação da lei pode ser feita por qualquer órgão que tenha poder de polícia. O texto do deputado Parisotto prevê uma multa de R$ 5 mil para os estabelecimentos que descumprirem a proibição. Em caso de reincidência, eles poderão ter licenças de funcionamento cassadas.


A proibição da comercialização e, em alguns locais, do uso das pulseiras, começou a ser discutida em diversas partes do país depois que o estupro de uma menina de 13 anos, em Londrina, foi associado ao uso dos adereços. Em Santa Catarina, o debate ganhou corpo quando Navegantes decidiu proibi-las nas escolas, por meio de lei. Chapecó, no Oeste, seguiu o exemplo. Em Itajaí, os vereadores recusaram um projeto parecido, encaminhado pela prefeitura, com a justificativa de que a proibição seria inconstitucional.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

O que deu errado?

Município associa os problemas com o novo semáforo à chuva e ao aumento de veículos atraídos pela Texfair

BLUMENAU - A intenção era nobre, mas a implantação do semáforo sobre a Ponte Governador Adolfo Konder causou dor de cabeça aos motoristas nos dois dias em que operou. Com engarrafamento de mais de dois quilômetros na Rua República Argentina e filas nas ruas Das Missões e XV de Novembro, a medida experimental, que seria mantida até sexta-feira, foi abortada temporariamente no final da manhã de ontem. Cavaletes remontam o antigo canteiro da Beira-Rio e o trânsito flui como antes da mudança.

Hoje à tarde, uma nova reunião entre os técnicos da Secretaria de Planejamento Urbano irá decidir que medidas serão tomadas para recomeçar os testes.

Com um fluxo próximo a 3 mil veículos por hora, as filas no cruzamento da ponte com a Beira-Rio se agravaram ontem com a chegada de veículos de outros municípios, trazendo visitantes da Texfair, feira têxtil que ocorre até sexta-feira na Vila Germânica. O tempo chuvoso também estimulou pessoas que não usam o automóvel a optar pelos carros ontem.

Especialista em Estradas e Transportes aprova mudanças

Consultor técnico da Secretaria de Planejamento Urbano, Jonas Eduardo Franz garante que a proposta é retomar o teste com o semáforo até a próxima segunda-feira, quando o fluxo de veículos deve ser menor. As mudanças preparam o trânsito do Centro para a implantação dos corredores exclusivos de ônibus.

– Não tem jeito, priorizar o transporte coletivo é uma medida para reduzir o impacto do trânsito. E priorizar o ônibus vai causar algum prejuízo para quem usa o transporte particular – avalia Franz.

Professor de Estradas e Transportes do Curso de Engenharia Civil da Furb, José Nuno Wendt defende a implantação do semáforo no cruzamento, mas sugere que a abertura das sinaleiras seja por um tempo mais longo, o que evitaria o acúmulo de carros.

– Uma mudança ali precisa ser bem cuidadosa. Mas os motoristas precisam ter paciência daqui para frente. Privilegiar o espaço do transporte público é a saída, porque abrange mais pessoas – avalia.

Para amenizar o impacto durante os testes, a prefeitura estuda alterar o posicionamento de semáforos na Ponta Aguda e modificar o sentido de ruas transversais da República Argentina.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

Vão ter que mudar muita coisa para que funcione esse sistema.

É o que dá, implantar mudanças sem planejamento. Acho que a Secretaria de Planejamento Urbano deveria mudar de nome.

Se você tiver alguma sugestão, deixe um comentário.

3 comentários:

Anônimo disse...

Quanta besteira! Qualquer sistema que ali coloquem jamais se aproximará da decisão de uma guarda de trânsito, por mais incapaz que ele seja. Os que ali estávam viram que em pouco tempo os guardas com seus simples apitos arrumaram em muito pouco tempo o caos instalado. O que pretendem na verdade é dificultar o livre arbítrio de quem quer utilizar o carro. Não me forcem a usar do ônibus que até pensarei em usar. Usar ou não usar é uma escolha pessoal.

Anônimo disse...

Sobre as pulseiras.
Não tem coisas mais importantes para se tratar neste estado de políticos incompetentes?

Anônimo disse...

O Pavan também irá proibir a pulseira da coca?